*Valéria Pimenta

Neste período do ano muitas pessoas se deparam com as metas de desenvolvimento profissional que começarão a ser traçadas para o próximo ciclo. Para os líderes, especialmente, é vital antes de tudo realizar uma reflexão detalhada sobre tentativas, acertos e erros na condução de seus times durante o ano que se encerra em breve.

Algumas empresas, por sua vez, nessa época se deparam com ‘verbas não investidas’ e buscam soluções imediatas que possam contribuir para o desenvolvimento das equipes. E na busca por velocidade, o direcionamento, por vezes, acaba não sendo o mais assertivo.

Ao planejar com cautela uma agenda estruturada de desenvolvimento, inclusive de liderança, as empresas —ou mesmo os líderes para com seus times — conseguem estabelecer dois pontos cruciais para alcançar resultados: criação de uma rotina e previsibilidade.

A especialista elenca, ainda, cinco dicas importantes para que os líderes ou mesmo as companhias, lideradas pelas suas áreas de recursos humanos, criem uma agenda efetiva e estruturada de desenvolvimento de liderança:

  1. Reflita sobre a gestão atual: antes de qualquer ação, é vital ter um diagnóstico assertivo sobre o atual momento. Avaliar com cautela acertos e erros ao longo desse ciclo serão de grande valia para o passo seguinte. Identificar a maturidade da equipe, o tempo dedicado a alinhamentos e suportes ao time, e qual modelo de gestão o líder tem praticado na maior parte do tempo pode trazer luz para o plano de ação a ser implementado;
  2. Planejamento: é nessa fase que as ideias precisam começar a ser desenhadas. Importante que o diagnóstico anterior seja cirúrgico e verdadeiro para que as ações a serem realizadas preencham lacunas e falhas identificadas no ciclo anterior. Estabelecer e acompanhar indicadores de gestão é fundamental para que o planejamento também não fique ‘solto’ ao longo do próximo ano. Criar fases para a execução é fundamental para avaliar a evolução e, mais importante que isso, engajar e motivar o time na busca pela melhoria contínua;
  3. Otimização de agenda e gestão de tempo: não se perder em meio a tantas agendas e não se deixar ser abduzido pelo looping do dia a dia é outro ponto necessário para qualquer líder. Estar em dia com prazos de entrega e de desenvolvimento é importante para demonstrar uma liderança eficiente. O gestor precisa estar apto a lidar com o dinamismo dos dias atuais e gerenciar com maestria o tempo, principalmente nesse período de trabalho híbrido e/ou home office, em que houve um aumento considerável em reuniões e alinhamentos;
  4. Criação de uma cultura de mentoria: promover uma cultura de liderança para a própria equipe. É disso que se trata a cultura de mentoria. Se engana o líder que vê como único no ‘topo da pirâmide’. Formar eventuais substitutos pode ser um passo decisivo para eventuais promoções, afinal, a empresa não terá receio de ‘perder o atual gestor ao efetivá-lo’. Ter suporte externo para esse trabalho e metodologias são fundamentais para que a cultura de mentoria seja disseminada da porta para dentro. Preparar essa liderança para conduzir feedbacks e treinamentos assertivos é uma missão da área de Recursos Humanos e, principalmente, dos próprios líderes.

*Valéria Pimenta é especialista em análise comportamental e desenvolvimento de liderança. Diretora de negócios da Thomas Intl. Brasil, Valéria também é fundadora da consultoria que leva seu nome, mentora comportamental e coach de executivos.

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